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09 fevereiro 2015

Sobre a Irritação


A sua irritação não solucionará problema algum...

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida...

A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...

A sua tristeza não iluminará os caminhos...

O seu desânimo não edificará ninguém...

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...

Não estrague o seu dia.

Aprenda a sabedoria divina,

A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...

Para o infinito bem!


Chico Xavier


14 dezembro 2013

Natal...contagem regressiva

De hoje a 10 dias...já é Natal !!!



O NATAL

Ouvi dizer que o Natal perdeu seu significado...
Que deu lugar ao consumismo,
Árvores de Natal
e Papai Noel

Mas eu prefiro lembrar que neste Natal,
Por conta dos empregos temporários,
Muitas pessoas puderam resgatar um pouco de sua dignidade.

E que por conta do dinheirinho extra que receberão
Muitos pais e mães de família poderão
Oferecer uma mesa mais farta aos seus filhos

Prefiro lembrar que
por conta das Campanhas de Solidariedade feitas nesta época
algumas crianças ganharão, sim, algum brinquedo.

E que você...
Você poderá dar Aquele Abraço nas pessoas que você gosta
Mas que “por falta de motivo” pra abraçar
Ficou contido até agora...

E, talvez, neste momento você perceba que,
Bem ou mal,
No Natal, o Amor está em toda parte!

Mas, se ainda assim, você não quiser celebrar nesta data
Não tem problema:
Quero te convidar a viver com o Espírito do Natal
Todos os teus dias!


Augusto Branco

05 março 2013

A pipoca



Rubem Alves

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".

14 setembro 2012

A lenda do alecrim





Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim:

Quando Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas.

O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio abriu seu cálice.

O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino.

Cansada, Maria parou à beira do rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las. “O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais”. Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao sol durante toda a manhã.

“Obrigada, gentil alecrim” – disse Maria.
“Daqui por diante ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando.
E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus serão aromáticos. Eu abençôo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria.”

E assim foi.

Paz e Luz...Amém !

Fonte :perfeitaordem.com

04 agosto 2012


Agradável surpresa:

"Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema... 
Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. 
Às vezes, dá até vontade de desistir... 
Mas a vida sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.

O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. 
Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. 
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? 
Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe. 
Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente... Já estão aí? Todos? Ótimo. 
Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. 
Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. 
Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.

Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. 
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias tornam a família muito mais colorida, 
interessante e saborosa. Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais 
disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. 
Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. 
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.
 Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte.

O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. 
Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. 
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto 
de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.

Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. 
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. 
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. 
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.

Muita coisa se perde na lembrança. Por mais sem graça, por pior que seja o paladar,
 família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. 
Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, 
no alumínio ou no barro.

Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."

(Francisco Azevedo)



Pratiquem a bondade, não criem sofrimento, dirijam a própria mente.
Feliz aqueles cujo conhecimento é livre de ilusões e superstições.
Jamais, em todo o mundo, o ódio acabou com o ódio; o que acaba com o ódio é o amor.
Em nossos pensamentos,fazemos o nosso mundo.Sai e busca.'

[Siddhartha Gautam Buddha]

12 maio 2012






Um dia filha outro mãe
Indo muito mais além, um dia a filha se torna mãe, e a filha desta mãe um dia cresce. Outro dia o Salomão Schvartzman na Band News reproduziu um texto da colunista carioca Maria Lúcia Dahl. Hoje me peguei pensando no futuro das duas, e trouxe para cá o que foi escrito:

Uma é mãe, a outra é filha. Uma, a extensão da outra, difícil destino que se entrelaça,
revolta, recusa-se, esperneia, reflete-se, trapaceia. Uma é a outra amanhã, outra foi
aquela ontem. Uma sabe, intui, adivinha o que a outra esconde, inverte, imita, finge que

não é. Uma menina, outra mulher.
Brincando de casinha de boneca, procurando estrela do mar, fazendo castelo,
aprendendo a nadar.
-Não quero comer, não quero.
-Come os legumes, eu espero. Olha só o aviãozinho. Anda, vai logo, come, se não, o
aviãozinho some!
À noite a mãe conta história. A filha tem medo da bruxa.
-Que maldade, mamãe, puxa!
-Não tem que se preocupar! Branca de Neve caiu dura, mas chega o Príncipe e a coisa
toda muda de figura!
Se a mãe sai, a filha lhe deixa bilhetes presos na parede e fica esperando a mãe,
balançando-se na rede.
-Espera, não lê agora. Ainda não está na hora. Assim que a gente deitar, você pode
começar.
Saem, riem se completam. Não querem saber de ninguém. Ficam as duas muito bem.
A mãe veste a blusa da filha, a filha, a saia da mãe. Mães e filhas refletidas numa
inversão divertida.
Mas a filha vai crescendo e a mãe nem vai percebendo.
A mãe corta o cordão umbilical da filha quando nasce. A filha, quando adulta, corta os
laços. A mãe, pra existir, se dá à filha. A filha, pra poder viver, a rejeita.
Em que momento da vida deixaram de ser cúmplices? Quando é que pararam de se
divertir? Contar histórias? Trocar de roupa, rir? Desde quando que a mãe chora?
Quando é que a filha foi embora?
Uma já viveu, ao seu modo o que a outra vive agora.
A filha é a criança da mãe. A mãe, o super-ego da filha.
A filha se enche de inpaciencia diante da mãe, a mãe, de dor pela filha. Ambos os
sentimentos se extrapolam em ninharias ridículas. Uma fez isso, outra, aquilo. Uma agiu
assim, outra assado.
-Olha, mãe, tudo acabado.
-Quem tem razão, as mães ou as filhas?
A filha não agüenta mais nada. A mãe sempre agüenta mais uma. As dores são ondas
que oscilam de intensidade. Uma ou outra mais forte, tira-lhe o fôlego, joga-a no chão.
Nada que não a faça voltar à tona, ver de novo a onda verde, retomar a respiração.
A filha nada contra a mesma maré que um dia embrulhou a mãe. A mãe estende-lhe a
mão, delicada.
A filha recusa, indignada..
-Me deixa nadar sozinha.
Sempre a mesma ladainha...
Quantas ondas grandes a mãe teve que furar? Quantas arrebentações driblar? Onde
estará ela, a filha? Ali boiando, esquecida, e a mãe a se preocupar que se afogue, nas
ondas verdes da vida.
-Me empresta o carro pra eu ir à festa?
-Por que não põe uma roupa mais transada, uma blusa decotada, um vestido de outro
tom? Minha filha, não acredito: cê vai sair sem baton?
-Ai, meu saco, vou-me embora. Dá pra me emprestar agora?
-Depois dorme aqui, vê se come...
-Esquece. Não quero ficar.
-Pena...tinha tanta coisa pra contar...
-Ora, mãe, pára de fazer drama. Ce quer mesmo é cair na cama...
-Vai de novo viajar?
-E você, me controlar? Saco! Ta mais que na hora! Escuta, mãe, vou-me embora..
-Não esquece de apagar a luz, fechar a porta...cuidado com a violência...
-Ai, mãe, tenha paciência...
Em cima da mesa um bilhete: “mãe, desculpe o mau humor, mas é que eu ando uma
pilha!”
Quem tem razão? As mães ou as filhas?

17 abril 2012





“As tensões não são causadas pelas pessoas, eventos, pressões ou ambientes, mas pela forma como respondemos a tudo isso. Para uma vida livre de tensão precisamos entender que não podemos controlar os outros. A única coisa que podemos controlar são nossos pensamentos, emoções e comportamento. Isso nos ajudará a aceitar as pessoas e situações como elas são e assim iremos parar de resistir ou controlá-las. Esse entendimento fará com que nossa atenção vá para onde a mudança realmente precisa acontecer – dentro de nós. Quando prestamos atenção no nosso crescimento pessoal e nos alimentamos com pensamentos positivos, sabedoria espiritual e meditação nos tornamos fortes o suficiente para enfrentar situações adversas com calma e sentimentos positivos.”

 Brahma Kumaris


Por Páprica Doce

08 janeiro 2012

Bendito o que vem em nome do Senhor...

Que 2012 traga para nossas vidas
saúde, novas oportunidades,  muitos recomeços, 
crescimento,  harmonia,  paz,  sucesso e  
amor...muito amor !!!

Que Deus abençoe a cada um de nós...


Feliz Ano Novo

com amor !!!

19 dezembro 2011

Conto Natalino

Era uma vez num reino não muito distante um povo que vivia feliz. Tratavam seus lares como pequenos santuários, pois sabiam que ali refaziam suas energias e estruturavam sua família. Limpeza, ordem e beleza mantinham a boa vibração abrindo espaço para a criatividade, traço marcante de sua sabedoria. Na mesa de refeições comparada a um pequeno altar os alimentos eram arranjados como verdadeiras oferendas. A escolha dos ingredientes seguia uma regra simples o profundo respeito às Leis da Natureza.
O ato de comer considerado divino valorizava o amor de quem produz o alimento, fosse o agricultor ou a pessoa que preparava a refeição, ocupações muito respeitadas por todos os habitantes dessa Comunidade Consciente.Há muito tempo compreenderam a importância dos 5 sentidos, que tudo o que é absorvido, digerido ou utilizado pelo Homem se integra à sua consciência e também ao seu habitat. Que o corpo utiliza a matéria do alimento para sua nutrição, mas a alma precisa de algo mais, da essência, da energia, da vida desse alimento. O corpo é o veículo de como nossa alma se expressa e ela não pode evoluir sua missão se o corpo adoece.
Tudo funciona em perfeita harmonia, todos são conscientes de que é permitido escolher o caminho a se seguir, feliz, próspero e saudável, ou não! Assim, descobriram que pequenos atos podem gerar grandes transformações.
Existe uma época que a emoção está no ar. As casas se iluminam, as mesas são postas com mais cuidado, as pessoas sorriem e se abraçam. É Natal, tempo de comemorar o nascimento, a nova oportunidade que surge. Nessas ocasiões a Vida parece ficar mais bonita, as pessoas querem estar mais juntas, preparam guloseimas para animar o bate papo em volta da mesa. Muitas frutas frescas e secas, castanhas, uma comidinha saborosa feita com carinho e sempre aquele pão vestido de festa, preparado com o melhor ingrediente, a gratidão.

À meia noite todos contemplam o céu e agradecem pela oportunidade de renascer todos os dias. Um brinde a este presente diário oferecido por Deus. “Então é Natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra 
vez …” Sempre é tempo de fazer.  Feliz Natal !

17 outubro 2011

...quando uma etapa chega ao final

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.. E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão !

Esse texto maravilhoso foi atribuído a Fernando Pessoa mas não é...falso mas verdadeiro...vale o registro !!!

25 setembro 2011

Reflexão e Recomeço


As pessoas realizadoras nunca desistem daquilo que acreditam, têm uma visão clara de seus objetivos e metas, que nada irá desviá-las, pois, vivem os seus sonhos intensamente na certeza de que são merecedoras do melhor. Quando colocamos a nossa força a favor das nossas escolhas e deixamos de carregar as experiências negativas que vivenciamos, a vida fica leve e, assim, não há mais obstáculo que possa nos deter.     Para ser uma pessoa realizadora, é preciso ter coragem, vontade,planejamento e atitude com estratégia para poder abrir as portas da concretização. Veja o exemplo da bailarina: antes da cortina se abrir, ela sente fortes dores nos pés e a sua respiração parece mais curta que as suas pernas. Mas, quando chega o momento de subir ao palco e mostrar o seu talento, ela coloca a dor de lado e magicamente flutua como se não tivesse mais o problema.

Enquanto se apresenta, o seu olhar transmite um brilho encantador e, cada vez que ela gira, uma energia sublime dança em todo o seu SER e o seu corpo é guiado por uma força positiva maior que o incômodo da dor.

Mesmo que a canção seja suave, é o suficiente para movê-la delicadamente como uma preciosidade.Então, no momento mais difícil, reaja como a bailarina, enfrente os desafios de cabeça erguida; deixe tudo que não pode ser resolvido de lado e faça o que tem que ser feito. Se tiver que dançar, dance sem drama e expresse no show da existência só o melhor de sua essência.

Certamente, no último passo que você der, sentirá a força do bem dançando de mãos dadas com você, celebrando a sua presença.Observe as proezas que a vida faz: as flores brotam no mesmo jardim onde também nascem os espinhos e simplesmente florescem sem drama, porque deixar a semente como demonstração de chegada à vitória é a sua missão! Não se iluda com as aparências, pois ninguém é brilhante vivendo de poses. Evite se deslumbrar com os aplausos, já que a vida é uma eterna caminhada no compasso da evolução.

Se você tiver que mostrar poder, faça como o artista que usa a sua sensibilidade para tocar um instrumento e levantar o astral das pessoas. A vida é cheia de surpresas, por isso não se machuque nem derrube quem venceu seus limites, muito menos pise sobre aqueles que ainda não se descobriram eestão lá embaixo. Porque a roda da vida é gigante, girando na direção das causas e seus efeitos.Alguma coisa está tirando a sua paz de espírito? Respire fundo e conte até dez antes de tomar qualquer decisão.

Quem age pelo impulso, geralmente se arrepende depois.Se alguém vive lhe insultando, mantenha a calma; o equilíbrio é a energia que domina as situações.Quando agimos com harmonia, podemos até não parar a fúria do mar, mas podemos aprender a surfar.Não desperdice seu precioso tempo com os que fazem a guerra, pois eles são vítimas da sua própria brutalidade.Faça um exercício físico diário, mas lembre-se que músculos só representam aparência exterior e que a consciência do que realmente somos é TUDO.

Se você ama alguém, seja transparente, construa uma imagem de confiança antes, envolva-se por inteiro, desligue-se de relações anteriores que já venceram o seu tempo e feche a porta do seu coração para possíveis recaídas afetivas. Evite o sofrimento.Quando chegar ao final de uma caminhada, agradeça pela oportunidade que a vida lhe deu de aprender com os desafios de seu caminho.

Lembre-se: quem traz a gratidão no coração não cai na rotina e nem sofre de solidão.Seja paciente consigo mesmo e, quando algo der errado, não fique se olhando em espelho quebrado: siga o exemplo do sol que enfrenta a escuridão       toda noite, mas, no dia seguinte... novamente mostra a sua LUZ.

As pessoas realizadoras nunca desistem daquilo que acreditam.
Por Evaldo Ribeiro

11 setembro 2011



"Duas virtudes, a meu ver, elevam o homem:
 a bondade e a bravura.
O resto é o brejo."

Otto Lara Resende